Originais & Originados – Ray Davies Orchestra (Button Down Brass) vs Racionais MCs


Sim, mais uma vez, Racionais figurando no nosso originalíssimo Originais & Originados. Uma devia homenagem a meu camarada Bruno Terribas, eu diria. Foi ele quem deu a dica para mais um Originais & Originados. O cara já mandou dica para o conteúdo e tudo. Segue segue! Vale o confere!

“isso, é a faixa “theme from Kiss of Blood”

aproveita e dá um confere aqui
bela retrospectiva
 

25 sons para entender o rap nacional Parte I (1984-1999) - SOMA

25 sons para entender o rap nacional Parte II (2000-2008) - SOMA

 
Racionais MCs . “V. L. [Parte II]”
 

Depois de inscrever mais que duas dezenas de faixas na história da música brasileira, aos Racionais MCs sobrava em 2002 a árdua tarefa de superar o já clássico Sobrevivendo no Inferno, com suas milhares de cópias vendidas, prêmios na MTV, shows lotados em todo o país – dos clubes às quebradas – e letras na boca de todo mundo. Mesmo com a pressão, o grupo fez sua obra-prima com o duplo Nada Como Um Dia Após o Outro Dia. Se o disco tem faixas imortais como “Negro Drama”, “Jesus Chorou” e “Da Ponte Pra Cá”, foi “V.L.” – abreviação para “vida loka” – , dividida em duas partes, que se transformou no hino do álbum. A parte II é a mais emblemática, com os dilemas sobre dinheiro (“em São Paulo Deus é uma nota de 100”) e uma revelação sobre São Dimas, o ladrão perdoado por Cristo na cruz.

KL Jay conta que Mano Brown produziu a faixa sozinho, e descobriu o sample (“triste, triste”, na opinião do DJ) quase ao acaso. “Ele encontrou o disco [Os Detetives] jogado num quintal. Colocou para ouvir e falou, ‘é essa’. Você vê, os diamantes às vezes estão na lama.” O tal disco era uma coletânea de temas de séries policiais interpretados pela Button Down Brass com participação do trompetista Ray Davies (homônimo do líder do Kinks). Só que a faixa escolhida para o sample, “Theme from Kiss of Blood”, era de um seriado inexistente, tinha sido composta pelo próprio Davies e foi colocada sorrateiramente na seleção – até que Brown a desenterrasse para ser a trilha sonora de motoboys a boys brasileiros. [AS]“

 
 

Ray Davies Orchestra (Button Down Brass) – Theme From Kiss Of Blood (1976)

Racionais Mc’s vida Loka parte 2

Dave MacDowell


Pois é, Pulp Ficiton e Mágico de Oz combinam! Dave MacDowell é um pintor baseado em Virginia (EUA). Seus trabalhos em acrílico fundem fantasias da infância com cultura pop. Cara manda bem. Vale o confere!

Slow Club – Two Cousins (primo novo, no caso…)


Ontem descobri esse clipe e banda muito por acaso. É, digamos, uma atualização do chalerston dance – um originais & originados no tempo.  O disco da banda, Paradise (2011), parece ser interessante também, mas é indie pop, viu… Depois não diga que não avisei.

Primo velho!

Charleston — Original Al & Leon Style!!

Originais & Originados – a obviedade envolvendo John Legend


Na boa, já disse aqui outra vez (e fui esculachado!) e repito: não curto muito John Legend. Acho melódico demais, óbvio demais. Mas, beleza, concordo que é um bom músico. Seus trabalhos são bons. O disco Wake Up que ele lançou com o pessoal do The Roots então… vixi! Classe! Mas é aquela coisa: óbvio demais. O disco é bom, mas mais por causa das músicas que ele escolheu para compor o trabalho, do que pela versão que ele deu para elas.

Quer que eu prove?

Segue o disco Wake Up Everybody (1975) do Harold Melvin & The Blue Notes. Dizem (não sei) que este álbum serviu de inspiração para Wake Up do John legend – pelo menos os nomes dos discos são os mesmos. Baixe e compare as faixas Wake Up Everybody e Wake Up: iguais. Exatamente iguais. A diferença é que uma é de 1975 e a outra de 2010.

Pra quem nunca ouviu o Original, acha o Originado bom. E de certa forma até é mesmo, mas é aquela coisa… John Legend: bom músico, mas óbvio demais.

1. Wake Up Everybody
2. Keep On Lovin’ You
3. You Know How To Make Me Feel So Good Featuring Sharon Paige
4. Don’t Leave Me This Way
5. Tell the World How I Feel About cha baby
6. To Be Free To Be Who We Are
7. I’m Searching For A Love

Confere!

 

 

 

 

Originais & Originados – Elzhi – Elmatic


Originais & Originados pra iniciar a semana. Elmatic é o recém-lançado disco rapper Elzhi (ex-Slum Village) em que ele faz uma releitura do disco Illmatic do NAS (entendeu o trocadilho entre os nomes, né?!). O originado Elmatic segue basicamente a mesma linha do original, apesar das letras serem diferentes e da base ter sido executado pela banda Will Sessions. O cara colocou o disco para download gratuito, ou seja, festa free!

http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F784837&g=1&show_comments=true&show_artwork=true&show_playcount=true&color=ff7700Elzhi – Elmatic (Mixtape) by Addicted To The Music

Originais & Originados – especial Blue Lines (Massive Attack)


Bom, já que estamos falando de remixar, copiar, samplear, vai aqui um super Originais & Originados dedicado a um disco que novamente venho ouvindo bastante. Falo do petardo Blue Lines do Massive Attack, uma das obras introdutoras do trip hop.

01. Safe from harm
02. One love
03. Blue lines
04. Be thankful for what you’ve got
05. Five man army
06. Unfinished sympathy
07. Daydreaming
08. Lately
09. Hymn of the big wheel

A ideia aqui é mostrar o quanto esse disco é elaborado e quanto a galera do hip hop bebe (em outras obras, é claro).

As “comparações” são várias:

Abrindo com a faixa Blue Lines, que bebeu na faixa Sneakin in the Back de Tom Scott & The L.A. Express (1974).

 

Seguimos com a faixa Daydreaming que bebeu em Mambo do disco Echoes Island (1984) de Wally Badarou.

 

Be Thankful for What You’ve Got originada na canção de mesmo nome de William DeVaugh.

 

 

 

Daí segue Five Man Army que bebeu na faixa Cuss Cuss, do disco Harry J (1969) de Lloyd Robinson; em Money Money do disco Dance Hall Style (1983) de Horace Andy e em Im Glad You are Mine, do Al Green.

 

 

 

 

 

A faixa Lately é inspirada em Joy do disco Joy (173) de Isaac Hayes, lançado pelo Stax Records, e na faixa Mellow Mellow Right On, do álbum Lowrell (1979) do Lowrell

 

e por fim, a minha preferida, Safe from Harm que bebe em Stratus do disco  Spectrum (1973) de Billy Cobham

 

 

Originais & Originados (50 cent vs Nina Simone)


Mais uma pra quem curte. Tava dando uma pesquisada aqui, essa música, Feeling Good, da Nina Simone, gerou uma porrada de originadas. Creio que a mais interessante é esta aqui: Bad News, do 50 Cent (pois é, pois é…). Curti o flow do cara nessa faíxa. Já original… sem palavras. Integrante do disco I Put a Spell on You (1965), um clássico da madame.

 

 

 

Nina Simone - I Put a Spell on You (1965)

1. I Put A Spell On You
2. Tomorrow Is My Turn
3. Ne Me Quitte Pas
4. Marriage Is For Old Folks
5. July Three
6. Gimme Some
7. Feeling Good
8. One September Day
9. Blues On Purpose
10. Beautiful Lady
11. You’ve Got To Learn
12. Take Care Of Busine

Confere!

Originais & Originados (Jimi Hendrix vs Beastie Boys)


Essa é clássica. A original é Got to Have it do Jimi Hendrix, já a originada é Jimmy James dos mestres do Originais & Originados, Beastie Boys, e que abre o disco Check Your Head.

Terceiro disco da banda lançado em 1992, em que o trio investe numa mistura de punk, rap, jazz e funk. Check Your Head marca um ponto decisivo na história do Beastie Booys, isso porque o álbum anterior, Pauls Boutique (1989), foi um fracasso comercial e depois dele os caras passaram três anos sem lançar nada.

O disco tem boas faixas hardcore,  rap de qualidade, com samplers escolhidos a dedo, além do destaque para as faixas instrumentais – grooves matadores, de deixar os reis do funk e  jazz orgulhosos.

Com Check Your Head, os Beastie Boys, em parte, inovaram e, em parte, voltaram às raízes do bom hip hop que os marcou em License to Ill (1986). Era tudo ou nada. Deu tudo, e os caras tão aí até hoje.

 

Vale o confere!

 

Beastie Boys – Check Your Head (1992)

 

 

1. Jimmy James (3:14)
2. Funky Boss (1:35)
3. Pass the Mic (4:17)
4. Gratitude (2:45)
5. Lighten Up (2:41)
6. Finger Lickin’ Good (3:39)
7. So What’cha Want (3:37)
8. The Biz vs. The Nuge (0:33)
9. Time For Livin’ (1:48)
10. Something’s Got to Give (3:28)
11. The Blue Nun (0:32)
12. Stand Together (2:47)
13. Pow (2:13)
14. The Maestro (2:52)
15. Groove Holmes (2:33)
16. Live At P.J.’s (3:18)
17. Mark on the Bus (1:05)
18. Professor Booty (4:13)
19. In 3′s (2:23)
20. Namasté (4:01)

 

Confere!

 

 

Originais & Originados (Mac Miller vs Linda Scott)


Gente, rapidinho que hoje o dia tá ocorrido.

Sacado por Bruno Guerra, ontem, às três da manha (é mole?)… A originada tá no post anterior, trata-se de Knock, Knock, Knock do Mac Miller (confiram o disco), já a  original é I’ve Told Every Little Star da Linda Scott (gravação de 1961). Coisa fina! E quer saber do mais? a música também foi usada como trilha em Mulholland Drive do David Lynch.

Bom final de semana, galera!

Fui!

 

 

 

 

Originais & Originados (Pierre Henry vs Eramos Carlos vs Fatboy Slim)


Atendendo aos pedidos do sr Bravo e para dar um tempo da Teresa que hoje não me deixou em paz, resolvi passar aqui para dar um oi hj. Mas pera lá, as férias seguem até dia 10, ok?

Hoje parei pra ouvir o disco Carlos Erasmo do tremendão Erasmo Carlos. Belo trabalho, viu. Qualquer dia escrevo mais sobre ele. Fiquei curtindo a música Agora Ninguém Chora Mais que me fez pensar em um Originais & Originados.

O original? A faixa Pshyche Rock de Pierre Henry, e que ficou famosa como tema do desenho Futurama. O disco dele é estranho viu, gente! Mixa música concreta e experimental. Demais de interessante, mas precisa ter paciência pra ouvir.

Já os originados são Agora Ninguém Chora Mais do tremendão e a versão de Psycke Rock feita pelo Fatboy Slim.

Detalhe, pesquisando sobre o disco de Pierre Henry, achei essa matéria escrita por uma jornalista da Folha de S. Paulo.

Vale o confere!

 

 

 

 

 

Pierre Henry – Messe Pour Le Temps Present

Confere!

“ADRIANA FERREIRA SILVA
da Folha de S. Paulo 

A fita cassete e o gravador ainda não haviam sido inventados quando, em meados dos anos 40, em Paris, dois Pierres, Henry e Schaeffer, decidiram criar uma “música nova”, feita a partir da manipulação de objetos, com ruídos e pedaços de outras músicas. Nascia ali a música concreta, além de uma série de procedimentos que, posteriormente, ficariam conhecidos como sample e remix.

“Nosso principal equipamento era o microfone, que permitia gravar muitos sons”, diz Henry. “A fita cassete ainda não existia, então, trabalhávamos com LPs, registrando pedaços bem pequenos de músicas, que eram copiados em outro player. Essa maneira de produção, que inventamos em 1950, deu início ao que faz um DJ. Usávamos dois toca-discos para ter diferentes sonoridades na mesma gravação.”

Desde que criou o Grupo de Pesquisa de Música Concreta com Pierre Schaeffer, em 1949, Henry investiga as possibilidades de composição por meios não-convencionais. “A música concreta é o ato de escolher o som e trabalhar nisso, manipulando, gravando e regravando, o que resulta em algo totalmente diferente”, define ele. “Depois de anos estudando instrumentos e composições eruditas no conservatório, tive vontade de explorar novos mundos.”

Obras de sua autoria inspiraram artista como o então jovem alemão Karlheinz Stockhausen, que, instigado pelos franceses, intensificou suas experiências eletrônicas. “Stock-hausen estava mais ligado à escola alemã, curiosa sobre a eletrônica, e eu, à música concreta”, explica Henry. “Queríamos fazer nosso próprio som, utilizando diferentes fontes, instrumentos e objetos, entre outras coisas. O interesse pela eletrônica veio um pouco mais tarde, em 1954, quando fiz minha primeira música eletrônica, ‘Haut-Voltage’ [1956].”

“Peças suas também caíram nas mãos de produtores como o inglês Fatboy Slim, que remixou “Psyche Rock”. Apesar disso, Pierre Henry pouco sabe sobre a eletrônica atual. “Não ouço”, responde, impaciente. 

Se existe uma analogia entre seu trabalho e o desses produtores, Henry resume: “A diferença é que nós criávamos os samples, e muitos DJs os roubam. Essa era a única tecnologia que existia. Inventamos o sample, o uso da reverberação, a mesa de mixar…”

Originais & Originados (Brigitte Bardot vs Wilsom Simonal e outros)


Olha como a vida ensina. Ontem chego em casa e ouço na TV ligada uma versão em francês interpretada por Brigitte Bardot da canção “Nem Vem que Não Tem” (Tu veux ou tu veux pas), que eu conhecia pela voz do Simonal. Daí pesquiso aqui e descubro várias versões da música, cuja a original, pelo jeito, é em francês mesmo.

Originais & Originados (Jimmy “Bo” Horne vs Stereo Mcs)


A originada acho que todo mundo já conhece e já dançou ao som de… Falo de Connected do Stereo Mcs. Agora a original é uma verdadeira pérola: Let me, de Jimmy “Bo” Horne, presente no disco Dance Across The Floor (1978) - Literalmente, um funk da pesada pra trincar a parede. Prepare os ouvidos!

Segue o disco pra galera.

 

 

 

 

 

 

Jimmy “Bo” Horne - Dance Across The Floor (1978)

 

 

Get Happy (4:24)
Dance Across The Floor (5:35)
Gimme Some (4:27)
Wanne Go Home With You (3:35)
Don’t Worry About It (2:40)
It’s Your Sweet Love (3:14)
Let Me (Let Me Be Your Lover) (4:15)
Ask The Birds And The Bees (2:45)
senha: rocksoul

Originais & Originados (Jimi Hendrix vs Ariya Astrobeat Arkestra)


O original é Crosstown Traffic, do Jimi Hendrix, e creio que não necessita de mais explicações. Agora o originado(ou melhor, a versão) Crosstown Traffic é do Ariya Astrobeat Arkestra, grupo formado em 2007 e que agora lança o disco Ariya Astrobeat Arkestra trazendo uma boa mistura de  afrobeat, free jazz e funk.

 

Ariya Astrobeat Arkestra – Ariya Astrobeat Arkestra

01. African Kings
02. Put Leg To Road
03. Sankofa feat. Testament
04. Re-education, Mis-education
05. Big Grammar
06. Body No Be Firewood
07. Conflict Arise feat Shara Meek
08. Crosstown Traffic
09. Lost In Kinshasa
10. Same Same

Confere!

Originais & Originados (Athalyba e a Firma vs Janet Jackson vs James Brown)


Ora do saudosismo, hein! Acabo de ouvir no rádio o seguinte som Thats The Way Love Goes da Janet Jackson. Na hora me veio à cabeça que esse ele foi usado por um conjunto de rap das antigas, no caso, Athalyba e a Firma, com a faixa Política. Fui atrás de informações, daí descubro que o mano James Brown ( Papa Dont Take no Mess) tá envolvido na coisa também.

Galera matreira… Maravilha!

Athalyba e a Firma vs James Brown

Athalyba e a Firma vs Janet Jackson

Originais & Originados (Massive Atack vs William DeVaugh)


Olha a vida, sábia só como ela é, nos ensinando mais uma. Originado é Be Thankfull for Wath You Got do disco Blue Lines do Massive Atack. Já o original é a música de mesmo nome do William DeVaugh.

Segue o disquinho pra galera.

1. Give the Little Man a Great Big Hand
2. We Are His Children Listen
3. Blood Is Thicker Than Water
4. Kiss and Make Up
5. You Gave Me a Brand New Start
6. Be Thankful for What You Got – William DeVaughn, DeVaughn, William
7. Sing a Love Song
8. You Can Do It
9. Something’s Being Done

Confere!

Originais & Originados (Stevie Wonder vs Coolio)


Seguindo os conselhos do meu cumpadi @brunogmguerra, segue mais um Originais e Originados. Stevie Wonder com Pastime Paradise dá origem à Gangster Paradise do Coolio, que muitos aí, lá pelos seus 15 ou 16 anos, devem ter conferido numa MTV da vida.

 

 

E pra não deixar a coisa pela metade, segue o álbum originador do originado. A resenha pertence ao OPS.

 

Stevie Wonder – Songs In The Key of Life (Motown, 1976)

 

“Songs In The Key of Life” (Motown, 1976) é uma das maiores obras-primas da história da música pop. Produzidos, arranjados, compostos e cantados por Stevie Wonder no auge de sua fase mais criativa, os LPs levaram nada menos do que dois anos para serem concebidos. Stevie ficou tão satisfeito com o resultado de “Songs (…)” que nem se importou em gravar I Just Called To Say I Love You alguns anos depois. O álbum, duplo, acompanha ainda um compacto duplo, também apresentado por aqui. Trata-se de um material tão clássico que seria absolutamente desnecessário descrever o impacto e a delicadeza de cada uma de suas vinte e uma pérolas. Os destaques do OPS™ são as belas Love’s In Need Of Love Today, Village Ghetto Land, Knocks Me Off My Feet, Joy Inside My Tears (preferência pessoal…), Saturn e, é claro, as clássicas Sir Duke, I Wish e Isn’t She Lovely.

 

LP 01

1. Love’s In Need of Love Today
2. Have a Talk With God
3. Village Ghetto Land
4. Contusion
5. Sir Duke
6. I Wish
7. Knocks Me Off My Feet
8. Pastime Paradise
9. Summer Soft
10. Ordinary Pain

LP 02 e Compacto Duplo

1. Isn’t She Lovely
2. Joy Inside My Tears
3. Black Man
4. Ngiculela – Es Una Historia – I Am Singing
5. If It’s Magic
6. As
7. Another Star
8. Saturn (Compacto)
9. Ebony Eyes (Compacto)
10. All Day Sucker (Compacto)
11. Easy Goin’ Evening (Mama’s Call)

 

 

Confere1

Confere2

 

 

 

Originais & Originados (Clarence Carter vs Titãs)


Faz tempo que estou pra postar essa aqui. Foi o senhor @brunogmguerra que me apresentou esse som (Patches) num ensaio da Strange.

Clarence Carter é um respeitado representante do soul e integrante da classe dos músicos ceguetas fodásticos norte-americanos. Ele nasceu em 1936, em Montgomery, Alabama.

Cego de nascença, aprendeu a tocar guitarra sozinho ouvindo blues clássicos de John Lee HookerLightnin’ Hopkins e outros. A produção de Carter vai dos anos 1960 a 2000. Suas músicas não fogem muito à regra da produção de soul norte-americana, é tudo muito energizado, pesado, entregue, ou seja, soul music.

Fiz o gancho com a música Patches, pois ela foi regrava pelos Titãs como Marvin, mas creio que há outros sons do cara que são dignos de lágrimas, por exemplo, I Rather Go Blind.

“Eu prefiro ficar cego a ver você indo embora”.

Aí, sim! Hein? Com aquele Hammond fazendo a cama no fundo…

Coisa linda! Pesado!

Clarence Carter – Patches (1970)

Confere!

Clarence Carter – The Dynamic (1969)

Confere!

Originais & Originados (Beastie Boys vs Jeremy Steig)


De um lado Beastie Boys (sempre eles) com Sure Shot umas das músicas mais famosas do grupo e presente no clássico álbum Ill Comunication. Do outro, Jeremy Steig flautista de jazz (fusion, avant garde e pos bop, mais exatamente) com a demolidora Howling for Judy, do álbum de mesmo nome, mas que na verdade é uma compilação de dois outros discos dele, Legwork (1969) e Wayfaring Stranger (1970).

Jeremy Steig – Howling for Judy

Confere!

Originais & Originados (Jimi Hendrix vs Gil Evans)


Na verdade, esse é um momento Originais e Cover mesmo. Em todo caso, vale a indicação.

Gil Evans – The Gil Evans Orchestra Plays The Music of Jimi Hendrix (1975)

01-Angel
02-Crosstown Traffic/ Little Miss Lover
03-Castles Made of Sand/Foxey Lady
04-Up From the Skies
05-Up From The Skies
06-1983 – A Merman I Should Turn to Be
07-Voodoo Child (Slight Return)
08-Gypsy Eyes

Confere!

Beastie Boys – Sample Source Collection


Mais um momento Originais & Originados pra galera, mas um pouquinho diferente!

Descobri esse site fazendo nada por aí: Miscreant Productions – Its not Just a Blog, Its a way of life”. Maravilha! Lá encontrei o Beastie Boys – Sample Source Collection, ou seja, TODAS as músicas que serviram como bases para os Beastie Boys samplearem nos discos Licensed to ill, Paul’s Boutique, Check your Head, Ill Communication, Hello Nasty, To the Five Boroughs.

Dá até pra aprontar uma festa inteira só com esse lance.

Confere muito!

Power – faixa inédita do Kanye West


Esse post vale um momento Originais & Originados. Parece que o mestre das batidas Kanye West anda aprontando das suas novamente. O maninho pelo jeito não perdeu a forma e soltou a primeira faixa, intitulada Power, do seu próximo trabalho Good As Job, que será lançado sei lá quando.

Na boa, esse som é coisa fina! De trincar, realmente! Muita energia, tudo de bom!

Segue abaixo a música original 21st Century Schizoid Man do King Crimson. Daí vocês vão entender quando digo que o cara realmente “distorcer” as coisas.


Originado


Original

Originais & Originados


Não faz tanto tempo assim que o Rodrigo Brandão (Mamelo Sound System) fazia um programa chamado Vitrola Invisível, transmitido via web. Tratava-se de uma podcast temática sobre música (brasileira e estadunidense, principalmente), passando por estilos como Jazz, Funk, Hip Hop, Reggae e Dub. Muita coisa de qualidade!

Uma das podcast tinha nome de Originais & Sampleados e teve uma especial importância pra mim. Nessa época eu ouvia muito hip hop e essa podcast mostrou algumas referências e “originais” de músicas dos artistas que eu curtia. Enfim…

Vai um lance similar aqui em homenagem! Vamos chamar esse aqui de Originais & Originados. Isaac Hayes é o original que origina som do Portishead e Tricky.

Antonio Carlos & Jocafi – Mudei de Ideia (1971)


Para os defensores de uma mentalidade aberta, segue o disco Mudei de Ideia (1971), o primeiro álbum de Antonio Carlos & Jocafi. O disco com certeza lhe proporcionará um momento “originais e originados” quando você ouvir a faixa Kabaluerê, que mais tarde foi gravada pelo senhor D2. Mas a verdade é que o disco inteiro é uma bela pedrada, uma joia rara da dupla. Vale muito a audição.

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Antonio Carlos & Jocafi – Mudei de Ideia (1971)

01 – Você Abusou (Antônio Carlos Marques / Jocafi)
02 – Se Quiser Valer (Antônio Carlos Marques / Jocafi)
03 – Kabaluerê (Antônio Carlos Marques / Jocafi)
04 – Conceição da Praia (Antônio Carlos Marques / Jocafi)
05 – Hipnose (Antônio Carlos Marques / Jocafi)
06 – Mudei de Idéia (Antônio Carlos Marques / Jocafi)
07 – Desacato (Antônio Carlos Marques / Jocafi)
08 – Quem vem La (Antônio Carlos Marques / Jocafi)
09 – Nord West (Antônio Carlos Marques / Jocafi / Alberto Santos Pinheiro)
10 – Morte do Salve (Antônio Carlos Marques / Jocafi / Ildásio Tavares)
11 – Deus o Salve (Antônio Carlos Marques / Jocafi)
12 – Bonita (Antônio Carlos Marques / Jocafi)

Confere!